Relatos apontam pendências desde setembro; Câmara cobra informações sobre recursos destinados às UBSs e à Estratégia Saúde da Família. A crise nos pagamentos relacionados à saúde pública de Santa Isabel preocupa profissionais que atuam nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Relatos recebidos pela Folha de Santa Isabel apontam atrasos que remontariam a setembro, com funcionários aguardando pagamentos há semanas. Médicos também estariam entre os afetados. Segundo informações encaminhadas à redação, teriam ocorrido depósitos e repasses parciais, mas ainda há dúvidas sobre os valores pendentes e a regularidade dos pagamentos. Câmara cobra explicações: Em 7 de outubro, a Câmara Municipal informou ter aprovado requerimentos do vereador Márcio Pinho solicitando à Prefeitura detalhes dos valores empenhados, liquidados e pagos, em 2026, à Santa Casa de Misericórdia de São Bernardo do Campo pelos serviços relacionados às UBSs e à Estratégia Saúde da Família. A cobrança torna necessário esclarecer se os repasses municipais foram realizados nos prazos previstos e, em caso positivo, por que profissionais relatam pendências. Os requerimentos, por si só, não comprovam a origem dos atrasos. Onde está a atuação da Prefeitura? A situação também exige esclarecimentos do prefeito Carlos Chinchilla e da Secretaria Municipal de Saúde, comandada interinamente por Felipe Nabil. Cabe à administração informar quais providências foram adotadas para fiscalizar o contrato e verificar a regularidade dos pagamentos. A Folha procurou telefonicamente a Santa Casa de São Bernardo. A central informou que daria retorno, mas, até as 17h, cerca de duas horas após o contato, não havia respondido. A senhora Leila, indicada como canal de comunicação, também foi procurada, sem manifestação até aquele momento. O espaço permanece aberto à Santa Casa e à Prefeitura para esclarecimentos. A questão é objetiva: os repasses foram feitos? Se foram, por que há relatos de pagamentos pendentes? Se não foram, quais providências serão tomadas? Na saúde pública, transparência não é favor. É obrigação. Os profissionais precisam receber, e a população tem o direito de saber o que acontece com os recursos destinados à saúde de Santa Isabel.
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Desabafo na tribuna expõe o desgaste entre Executivo e Legislativo, enquanto obras paradas e ruas deterioradas aumentam a cobrança da população.



