Requerimento de Cristiano da Ortopedia é aprovado por unanimidade, enquanto entrevista de Chinchilla provoca críticas e indignação na Câmara. A sessão da Câmara de Santa Isabel, na terça-feira (20), começou com elogios ao vereador Cristiano da Ortopedia, cujo requerimento foi aprovado por unanimidade. Uma iniciativa reconhecida pelos colegas. Mas o clima mudou quando o debate chegou à entrevista do prefeito Carlos Chinchilla ao programa De Frente com o Ouvidor, do Jornal O Ouvidor. O jornalista perguntou sobre os bolsões em construção na Marginal, destinados à parada de ônibus e à melhoria do fluxo de trânsito nos horários de pico. A pergunta foi direta: qual era o planejamento e quanto custaria a obra? Segundo o relato da entrevista, Chinchilla afirmou que os serviços eram feitos com recursos próprios, conforme a disponibilidade financeira, sem apresentar o custo total ou um planejamento definido. Em resumo: a obra vai sendo feita conforme dá, mas quanto custará ao final? A resposta não esclareceu essa conta. Na tribuna, o vereador Edson Oh Glória manifestou indignação e chamou a atenção para os efeitos das chuvas: barranco cedendo, barro e lodo acumulados e dificuldades para os pedestres que precisam passar pela calçada. Enquanto a Prefeitura fala dos bolsões, a população enfrenta os problemas no local. Wagner Moreno também criticou a falta de planejamento e apontou a ironia do próprio nome da Secretaria de Planejamento. Afinal, se a pasta deveria organizar as ações da administração, por que justamente essa função virou alvo de questionamentos na Câmara? Glória ainda demonstrou preocupação com o desgaste político do prefeito. A cobrança é simples: obra pública exige orçamento, planejamento, segurança e prestação de contas, não apenas o argumento de que se faz o que é possível. Em Santa Isabel, o requerimento foi magnífico. Já o planejamento dos bolsões continua sendo a pergunta de um milhão ou, melhor, a pergunta que ainda espera uma conta.