Atrasos relatados em pagamentos, benefícios creditados parcialmente e questionamentos sobre a gestão da Saúde exigem explicações da Prefeitura e fiscalização rigorosa da Câmara Municipal. A saúde pública de Santa Isabel enfrenta questionamentos que não podem ser ignorados. Relatos recebidos pela redação da Folha de Santa Isabel apontam possíveis atrasos nos repasses às entidades responsáveis pelos serviços de saúde, dificuldades enfrentadas por trabalhadores terceirizados e problemas relacionados ao pagamento de benefícios. Segundo informações repassadas, a Prefeitura estaria atrasando pelo segundo mês consecutivo os pagamentos às empresas terceirizadas. O parlamentar também relatou atrasos envolvendo profissionais da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e trabalhadores dos serviços de limpeza e controle de acesso. Entre as reclamações está o pagamento parcial do vale-alimentação. Conforme informações apresentadas à reportagem, um benefício mensal de R$ 500 teria sido pago parcialmente, com um crédito de R$ 200 via Pix. A situação exige esclarecimentos: por que o valor teria sido pago dessa forma e quando o restante será disponibilizado? Há também relatos de dificuldades com o vale-refeição, possíveis problemas no fornecimento de materiais básicos de higiene e questionamentos sobre as condições de atendimento na UPA. Essas denúncias precisam ser verificadas, pois envolvem tanto os direitos dos trabalhadores quanto a qualidade dos serviços oferecidos à população. ONDE ESTÃO OS REPASSES E A TRANSPARÊNCIA? A Prefeitura precisa esclarecer quais pagamentos foram realizados, quais obrigações permanecem pendentes e como está sendo feita a fiscalização dos contratos. É necessário distinguir eventuais atrasos nos repasses municipais de possíveis atrasos das entidades no pagamento de seus funcionários. A Santa Casa de Misericórdia de Santa Isabel também foi procurada pela redação, mas, até o fechamento desta edição, não havia respondido. O jornal permanece aberto à manifestação de seus responsáveis. Outro ponto preocupante é o acesso às informações públicas. O Portal da Transparência é fundamental para que cidadãos, jornalistas e vereadores acompanhem despesas, contratos e pagamentos. Se existem dificuldades de acesso ou informações indisponíveis, a administração precisa esclarecer o problema e garantir a consulta aos dados públicos. Sem transparência, a fiscalização fica comprometida. E, quando se trata de recursos destinados à saúde, a população tem o direito de saber como o dinheiro público está sendo aplicado. POR QUE A SAÚDE CONTINUA SOB COMANDO INTERINO? A Folha de Santa Isabel volta a questionar a permanência de Felipe Nabil à frente da Secretaria Municipal de Saúde em caráter interino, acumulando a função com a Secretaria de Governo e Gestão Pública. Por que uma pasta tão importante ainda não conta com um titular dedicado exclusivamente à sua condução? Não se trata de exigir necessariamente um médico no cargo, mas de defender uma gestão com preparo técnico, disponibilidade e acompanhamento permanente. A Saúde envolve planejamento, contratos, equipes, medicamentos, materiais e atendimento de urgência. Crianças, idosos e toda a população dependem de serviços que funcionem adequadamente. A Prefeitura também precisa esclarecer as circunstâncias da saída do médico que assumiu inicialmente a pasta. MÁRCIO PINHO DEU VISIBILIDADE ÀS RECLAMAÇÕES. E AGORA? A divulgação de vídeos e manifestações públicas do vereador Márcio Pinho contribuiu para levar essas reclamações ao debate público. Segundo relatos recebidos pela redação, trabalhadores e moradores têm procurado o parlamentar por telefone, pessoalmente e na própria Câmara Municipal para expor dificuldades e pedir providências. Registrar essa atuação não significa desconsiderar os demais vereadores. Significa reconhecer que as manifestações públicas do parlamentar deram visibilidade a denúncias que agora precisam ser formalmente apuradas. É neste momento que a Câmara Municipal precisa exercer seu papel fiscalizador. Cabe aos vereadores solicitar documentos, verificar contratos e pagamentos e avaliar as medidas legais cabíveis, inclusive a eventual abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI), caso sejam atendidos os requisitos necessários. A proximidade entre o período eleitoral e o surgimento dessas reclamações merece atenção, mas não comprova, por si só, relação entre os fatos nem uma eventual crise financeira do município. Essa situação precisa ser esclarecida por meio de dados orçamentários, documentos e respostas oficiais. A pergunta ao prefeito Carlos Chinchilla, à Secretaria Municipal de Saúde e ao presidente da Câmara é direta: quais providências serão tomadas para esclarecer as denúncias e garantir que trabalhadores e pacientes não sejam prejudicados? A reportagem permanece aberta às manifestações da Prefeitura, das entidades responsáveis e das empresas citadas. Os esclarecimentos recebidos poderão ser incorporados à apuração. SAÚDE PÚBLICA NÃO É BRINQUEDO. Os trabalhadores merecem receber seus pagamentos e benefícios corretamente, os pacientes precisam de atendimento adequado e a população tem direito à transparência. Diante de relatos tão sérios, não basta esperar: é preciso esclarecer, fiscalizar e agir.