Após novo recapeamento na Avenida Marginal, moradores questionam custos, planejamento do trânsito e fiscalização dos serviços terceirizados. Até quando o contribuinte de Santa Isabel terá de conviver com dúvidas sobre a qualidade dos serviços públicos?
Há aproximadamente 22 dias, a Folha de Santa Isabel publicou uma matéria denunciando a má qualidade do asfaltamento em um trecho de 150 a 200 metros da Avenida Marginal, na região da Avenida João Pires Filho. Poucos dias após a execução, o pavimento já apresentava diversos buracos. Nesta semana, o trecho recebeu um novo recapeamento, registrado pela equipe do jornal nesta sexta-feira, por volta das 13h. A pergunta é inevitável: por que o serviço precisou ser refeito em tão pouco tempo? Quem fiscalizou a execução e quanto custaram as duas intervenções?
O retrabalho será pago pela empresa responsável, caso sejam constatadas falhas, ou haverá despesas adicionais para os cofres públicos? Não há comprovação de pagamento em duplicidade, mas a transparência dos contratos é indispensável. E O PLANEJAMENTO DO TRÂNSITO? Vídeos divulgados por usuários da via mostram transtornos na circulação. Por que os trabalhos não foram programados, se tecnicamente viável, para horários de menor movimento, especialmente à noite? A Secretaria de Trânsito avaliou os impactos nos horários escolares e no pico da tarde, entre 16h e 18h? Obras são necessárias, mas não dispensam planejamento, sinalização e organização para reduzir os prejuízos à população. A questão também levanta uma preocupação mais ampla sobre os serviços terceirizados, inclusive os relacionados à Sabesp: quem fiscaliza, como a qualidade é verificada e a quem o cidadão pode cobrar providências quando o serviço não corresponde ao esperado? E OS VEREADORES, VÃO FISCALIZAR? Cabe à Prefeitura esclarecer os custos e as responsabilidades. Aos vereadores compete fiscalizar os gastos públicos.
Vão verificar os contratos, as medições e os pagamentos referentes ao primeiro serviço e ao novo recapeamento? Moradores procuraram a redação para denunciar o problema. A população não quer apenas obras refeitas, mas serviços bem executados, transparência e respeito ao dinheiro público. Afinal, quem fiscaliza, quem responde e como o contribuinte pode ter certeza de que seu dinheiro está sendo bem aplicado?
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Desabafo na tribuna expõe o desgaste entre Executivo e Legislativo, enquanto obras paradas e ruas deterioradas aumentam a cobrança da população.



