Estrada do Solazer exibe lixo acumulado e até cavalo morto; justo na sexta-feira, quando turistas começam a chegar para o fim de semana. Se Santa Isabel é mesmo o “Paraíso do Grande São Paulo”, alguém precisa avisar a zona rural. Na manhã desta sexta-feira, uma moradora encaminhou à Folha uma fotografia e um vídeo denunciando uma situação nada paradisíaca na estrada de acesso ao Solazer: uma lixeira tomada pelo lixo e, ao lado, um cavalo morto, de pelagem marrom/caramelo, aparentemente com uma corda no pescoço. A moradora pediu ajuda à Prefeitura para que o animal seja retirado com urgência.
Não se sabe o que provocou a morte, mas o cenário já é suficiente para provocar preocupação com mau cheiro, urubus, roedores e riscos ambientais e sanitários. E o detalhe não poderia ser mais oportuno: é sexta-feira. Enquanto os turistas se preparam para chegar à Estância Solazer e aproveitar o fim de semana, a recepção pode ser uma lixeira transbordando e um animal morto à margem da estrada. Turismo de aventura? Talvez. Só faltou avisar que o passeio começaria pelo “safari do abandono”. E a taxa do lixo? A situação também levanta uma pergunta inevitável diante da recente discussão sobre a taxa do lixo no município. Se existe a intenção de cobrar uma nova taxa do cidadão para melhorar a gestão dos resíduos, não seria razoável primeiro garantir que o serviço básico de coleta e zeladoria esteja funcionando adequadamente também na zona rural? A pergunta não é contra a cobrança por si só. É contra a lógica de cobrar primeiro e explicar depois.
Moradores da zona rural reclamam há tempos de abandono, estradas precárias e falta de manutenção. Agora, aparece lixo acumulado e, no meio dele, um cavalo morto. É difícil explicar ao contribuinte que ele precisa pagar mais para ter um serviço que, em determinados pontos, aparentemente já não está sendo executado como deveria. O cavalo não entende de expediente. O caso precisa de providência imediata. Animal morto não espera segunda-feira. O mau cheiro não bate cartão. Urubu não protocola requerimento. E o rato certamente não vai perguntar se o setor responsável está em horário de expediente. A Prefeitura precisa acionar o setor competente, providenciar a remoção do animal e realizar a limpeza do local. Porque cobrar eficiência do cidadão é fácil. Difícil é entregar eficiência para quem já paga. A Folha registra a denúncia e espera que a resposta venha na forma mais simples possível: serviço feito, lixo retirado, animal removido e estrada novamente apresentável. Afinal, se Santa Isabel quer continuar vendendo a imagem de “Paraíso do Grande São Paulo”, talvez seja bom começar cuidando daquilo que o visitante vê antes mesmo de chegar ao destino. Porque, por enquanto, na Estrada do Solazer, o paraíso parece ter ficado pelo caminho.
OH GLÓRIA PERDE A PACIÊNCIA: “BAGRE ENSABOADO”, TESTA DE FERRO E UM GOVERNO SEM RUMO
Desabafo na tribuna expõe o desgaste entre Executivo e Legislativo, enquanto obras paradas e ruas deterioradas aumentam a cobrança da população.



